Tarot de Marselha ou Rider-Waite: qual baralho escolher
27 de julho de 2026 · 9 min de leitura

Oi, que alegria ter você aqui.
Se você decidiu comprar seu primeiro baralho e caiu naquele buraco de pesquisa onde todo mundo tem uma opinião diferente — respira. Eu vou te ajudar a escolher.
Marselha e Rider-Waite são os dois baralhos mais usados no mundo. Os dois são ótimos. Mas eles pedem coisas diferentes de você, e é isso que ninguém costuma explicar direito.
Vou te contar a diferença real, sem tecnicismo, e no final você vai saber qual combina com o seu momento.
A diferença que realmente importa
Vou direto ao ponto, porque essa é a informação que resolve 90% da dúvida:
A diferença está nos Arcanos Menores.
Nos dois baralhos, os 22 Arcanos Maiores são ilustrados com cenas ricas e simbólicas. Aí eles se parecem bastante.
Mas nas 56 cartas dos Menores:
- No Marselha, as cartas de 1 a 10 mostram apenas os símbolos do naipe repetidos. O 5 de Espadas é literalmente cinco espadas desenhadas. Sem cena, sem personagem, sem história visual.
- No Rider-Waite, cada uma dessas cartas tem uma cena completa. O 5 de Espadas mostra uma pessoa recolhendo espadas enquanto outras se afastam derrotadas. A imagem já conta o que está acontecendo.
Só isso muda toda a experiência de aprender. E é por isso que a resposta pra "qual é melhor" depende inteiramente de como você quer ler.
Tarot de Marselha: a tradição
O Marselha é bem mais antigo. Ele se consolidou na França por volta do século XVII, vindo dos baralhos de jogar europeus que aos poucos foram ganhando uso divinatório.
Ele tem uma estética marcante: cores chapadas, traço meio rústico, aquela cara de xilogravura antiga. É lindo de um jeito bruto.
Como se lê o Marselha: como os Menores não têm cena, a leitura se apoia em numerologia (o que o número 5 significa em qualquer naipe) combinada com o elemento do naipe. Você constrói o sentido a partir dessas duas peças, não da imagem.
Isso exige mais estudo no começo. Mas quem se dá bem com o Marselha costuma dizer que a leitura fica mais limpa, menos sugestionada pela ilustração de outra pessoa.
Rider-Waite: o mais usado do mundo
O Rider-Waite-Smith foi publicado em 1909, na Inglaterra. Foi idealizado por Arthur Edward Waite e — isso é importante e quase sempre esquecido — ilustrado por Pamela Colman Smith, uma artista que por décadas não recebeu o crédito que merecia.
Foi ela quem teve a ideia que mudou o tarot pra sempre: ilustrar todas as 78 cartas com cenas narrativas.
Como se lê o Rider-Waite: pela imagem. A cena já te dá o clima, os personagens, a direção do olhar, os detalhes simbólicos. Você consegue intuir muita coisa antes mesmo de abrir qualquer livro.
É por isso que a maioria dos cursos, apps e livros usa esse baralho como base. E é também por isso que ele costuma ser o mais indicado pra quem está começando.
Qual escolher pra começar?
Se você quer minha recomendação honesta pra quem está no início: comece pelo Rider-Waite.
Não porque o Marselha seja inferior — não é. Mas porque no começo a gente precisa de acolhimento, não de obstáculo. Quando a carta te mostra uma cena, você tem por onde entrar. Quando ela te mostra cinco espadas enfileiradas, você precisa já saber muita coisa pra tirar sentido dali.
E tem outra questão bem prática: quase todo material de estudo disponível hoje usa o Rider-Waite como referência. Aprender por ele é ter mais companhia no caminho.
Considere o Marselha se: você já tem alguma familiaridade com tarot, gosta de numerologia, se sente atraído pela tradição histórica, ou quer uma leitura menos guiada pela ilustração de outra pessoa.
E os outros baralhos que eu vejo por aí?
Existem centenas — Thoth, Lenormand, e uma infinidade de baralhos autorais lindíssimos.
Meu conselho: escolha um e fique com ele por um tempo antes de colecionar. A relação com um baralho se aprofunda com convivência. Trocar toda hora é como começar uma amizade nova toda semana e nunca deixar nenhuma amadurecer.
Um critério que vale mais que todos os outros
Depois de toda essa explicação técnica, eu preciso te dizer o que realmente importa:
Escolha o baralho que te chama.
Sério. Se você olhou pra um deck e sentiu aquele friozinho bom, aquela vontade de pegar na mão — vai nele. A conexão que você cria com as imagens vale mais do que qualquer argumento sobre tradição ou didática.
O tarot é uma linguagem simbólica, e símbolo funciona por ressonância. Se as imagens não te tocam, nenhuma técnica compensa isso.
Se você quiser entender melhor a estrutura das cartas antes de decidir, escrevi um guia completo sobre os Arcanos Maiores e Menores do tarot.
Cuidar do seu baralho
Independente do que você escolher, deixo umas ideias carinhosas:
- Guarde com intenção. Um saquinho de tecido, uma caixinha. Não precisa ser caro, precisa ser cuidado.
- Manuseie antes de usar. Embaralhe devagar, sinta as cartas. Isso não é superstição, é presença.
- Deixe descansar. Alguns dias sem tirar carta fazem bem — pra você e pra relação com o baralho.
Quer aprender comigo?
Se você está começando e quer alguém pra caminhar junto, eu adoraria te acompanhar nessa descoberta.
Trabalho com Tarot Terapêutico de forma 100% online, num espaço acolhedor e sem julgamento — seja pra uma leitura, seja pra você entender como as cartas podem virar ferramenta de autoconhecimento na sua rotina.
Vamos conversar pelo WhatsApp — me conta em que ponto da jornada você está. Estou te esperando com carinho. 🌙
Com carinho,
Cris — Fox Terapias Holísticas
Perguntas frequentes
Qual a principal diferença entre o Tarot de Marselha e o Rider-Waite?
Está nos Arcanos Menores. No Marselha, as cartas de 1 a 10 mostram só os símbolos do naipe repetidos. No Rider-Waite, cada carta tem uma cena ilustrada completa, o que facilita muito a leitura intuitiva.
Qual baralho é melhor para iniciantes?
Costumo indicar o Rider-Waite. As cenas ilustradas dão por onde entrar mesmo sem estudo prévio, e a maioria dos livros, cursos e materiais usa esse baralho como referência — então você tem mais companhia no caminho.
O Tarot de Marselha é mais difícil?
Exige mais estudo no início, porque a leitura dos Menores se apoia em numerologia e no elemento do naipe, não na imagem. Não é mais difícil no sentido de pior — é um caminho diferente, que muita gente acha mais limpo depois de acostumar.
Posso ter mais de um baralho?
Pode, claro. Mas sugiro escolher um e conviver com ele por um tempo antes de colecionar. A relação com as cartas se aprofunda com convivência — trocar toda hora não deixa nenhuma amizade amadurecer.
Bora começar sua jornada de cura?
Vem conversar comigo, sem compromisso. Vou te receber com todo o carinho e te explicar como pode ser o seu atendimento.
As terapias holísticas são um apoio ao seu bem-estar e não substituem acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico. Em caso de sofrimento intenso, procure um profissional de saúde.


